
Estranho dia, Seguda-Feira maldita, docemente maldita que vai morrendo ao anoitecer com o intuito de os demônios enaltecer.
Parada, sentada apática, olho você, aos poucos morrer, pelos meus olhos vidrados, que me noticiam as verdades desse mundo cruel, e as mentiras da Grande Verdade também.
-Oh, Mãe! O ópio já não me ajuda mais, e agora só me resta a lembrança de você comigo no colo e eu vou me afundando neste oceano de dor, pouco a pouco vou me esquecendo do que realmente me faz viver, esquecendo de você, oh Mãe, ainda pode fazer-me lembrar de quando tudo era bom?
De quando tudo ainda valia a pena, dia louco, louco dia, vejo-me morrer, esta é minha sorte, para o Demônio enaltecer.
Pouco a pouco, vou me esquecendo de você, mas, Mamãe não se preocupe, estou esquecendo de mim também, sua ausência não me machuca mais, também não há mais nada a ser feito a não ser esquecer-me entre as brumas do passado, deixe-me ser enterrada nas areias do passado, a ampulheta já não é mais a mesma, os tempos também não.
Lembra-se quando eu era um ser inocente nos seus braços, embalada pela morte e pela falsidade imposta pelos que acham que amor de Mãe é perfeito.
Oh, vocês não me enganam mais, roubaram minha alma, mas não a roubarão outra vez,
e eu voltarei para matar todos vocês e vocês, com os olhos injetados de pânico, verão pouco a pouco o Demônio ressurgir no Horizonte e tomar estas Almas Malditas de todos vocês e os seus Corpus Maleficarum também...
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