
O vento leva
Todas suas lembranças,
Bagunça seus cabelos,
Nestas longas andanças,
Quando pensa que está,
Morta e sem esperança,
Tudo muda,
Sim, e se muda,
Nessas longas andanças,
Está na hora de esquecer o que passou,
Se fixar em coisas novas,
A maravilhosa vida que se abre,
Em novas portas,
Nunca se fecha,
Apenas vê,
Darem-lhe as costas,
Isso é uma fatalidade,
E só é,
Por que também é verdade,
Mas é possível que se fosse verdade,
Talvez não fosse uma fatalidade,
A beleza está nos olhos de quem vê,
Por que o ser bonito,
Quase nunca a sente,
Um ser demente,
Ou apenas uma forma diferente,
De ver o mundo,
Os escritos de um indigente,
Um marginal,
Que agora vive,
Entre os escombros
Daquele pequeno sobral.
Gabriela Batista Coutinho 24/08/08
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