dimanche 24 août 2008

Para Pensar, não precisa correr, e para amar, não sofrer...


O vento leva

Todas suas lembranças,

Bagunça seus cabelos,

Nestas longas andanças,

Quando pensa que está,

Morta e sem esperança,

Tudo muda,

Sim, e se muda,

Nessas longas andanças,

Está na hora de esquecer o que passou,

Se fixar em coisas novas,

A maravilhosa vida que se abre,

Em novas portas,

Nunca se fecha,

Apenas vê,

Darem-lhe as costas,

Isso é uma fatalidade,

E só é,

Por que também é verdade,

Mas é possível que se fosse verdade,

Talvez não fosse uma fatalidade,

A beleza está nos olhos de quem vê,

Por que o ser bonito,

Quase nunca a sente,

Um ser demente,

Ou apenas uma forma diferente,

De ver o mundo,

Os escritos de um indigente,

Um marginal,

Que agora vive,

Entre os escombros

Daquele pequeno sobral.


Gabriela Batista Coutinho 24/08/08

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