samedi 3 janvier 2009

Medo...


Medo,Medo,Medo...

Me diz criancinha...

Você tem medo do quê?

De perder seus pais?

Perder seu ursinho,

Suas amiguinhas dizem que você é louca,

Mas será que você é mesmo,

Você fica sozinha na hora do intervalo,

As crianças brincam todas felizes,

Por que elas nem imaginam,

Todos os males que há nessa vida,

Por que elas não se preocupam também?

Você tem medo minha criancinha,

Você tem medo de quando seus pais vão trabalhar,

Por que você não sabe,

Se quando eles chegarem,

Você ainda vai estar viva,

Para dizer:

-"Como foi seu dia papai?"

Medo,Medo,Medo

O que fazes aqui?

Já que ninguém te convidou?

Por que seus pais não fazem algo?

Para te proteger?

Oh não!

Eles não podem te proteger,

Te proteger de si mesma,

Esse medo está tão latente,

Dentro de si,

E, criancinha,

Você já não sabe,

Se ele está dentro de você,

Ou você dentro dele,

Não é mesmo?!

Seus pais olham suas bonecas novas do mês passado,

Mas nada mais parece ter graça para você,

Agora você tem um monstro para domar dentro de si,

Antes que ele te domine,

E você,tão novinha,

Já deixa as bonecas de lado,

Você não faz mais as lições de casa,

Suas amiguinhas te chamam de louca,

Não há mais balanço no recreio,

Sua professora diz que seu rendimento está caindo,

Sua mãe diz que monstros não existem,

Mas, então por quê eles num param de crescer dentro de você?

Quando chega a madrugada e seus pais se levantam para ir trabalhar,

Você senti sua garganta apertar,

Você não quer ficar sozinha,

Mas eles tem que ir,

É o que eles dizem,

Você não quer,

Mas tem que aceitar,

Sua mãe te liga na hora do almoço,

Você tem receio de dizer a verdade,

Tenta mentir que está bem,

Mas o desespero não deixa,

As lágrimas teimam em vir à tona,

E você denúncia todo o seu medo,

Sua mãe diz que é besteira,

Que você tem que tentar se distrair,

Você até tenta,

Passa cinco minutos tentando se distrair na frente da TV,

Vendo algum filme,

Mas logo você se dispersa,

Voê sente que algo ruim vai acontecer,

E você tem que estar em alerta,

Então você se desconcentra,

E ele volta,

Querendo te dominar,

Querendo te escravizar,

Você quer fugir,

Mas o que adianta?

Ele vai voltar mesmo...

Você liga o video-game,

Assisti algum desenho na TV,

Mas agora você nem se lembra que ainda é uma criança,

Você só pensa nos seus problemas,

Problemas que nem gente grande pensa,

Por que meu bem,

Eles nem sequer existem...

Mas você não pode ver,

Você está tão cega,

Que você leva seu medo à sério,

Leva à risca,

Todas as atrozes possibilidades que podem acontecer,

O que pode ser feito para você se salvar?

Quem poderá te fazer voltar a superfície?

Você vai nas Igrejas,

Em busca de algum consolo,

Eles te apresentam um Deus maravilhoso

E você sente a esperança,

Mas logo,logo

Ele se junta ao seu carrasco

E começa a te amedrontar ,

E agora você tem que procura outra saída,

Você começa a perceber que não está bem,

E você começa a perceber novamente o mundo ao seu redor,

E você percebe,

Que não está bem,

As outras crianças estão felizes,

As outras crianças, não pensam em morrer,

As outras crianças são felizes brincando com suas bonecas e pensando nos seus maridinhos,

Pelo menos, assim parece ser...

E você vê...

Você começa a perceber,

Que você tem que se reajustar,

Que tudo isso não é verdade,

Que os fantasmas não existem

E não vão te levar para longe daqui,

Você começa a ver,

A primavera volta

E você torna a viver novamente...


Até o proximo inverno...


Enquanto o Inverno não vêm, Gabriela Batista Coutinho 03/01/09 às 3:00 da manhã.


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