lundi 1 septembre 2008

Tempo, uma coisa efêmera...


Engraçado, como o tempo é uma coisa relativa , pequena e porque não insignificante? Tem o grande poder de tornar as coisas insignificantes, mesmo quando elas já significaram tudo, talvez por isso seja tão insignificante, não por realmente sê-lo, mas pelas sua "falta de caráter", o que hoje é moderno e lindo, amanhã será fora de moda e antiquado, essa relatividade crua e certeira, tão devastadora e sem que possamos correr, apenas viver cada pequeno momento, sendo escravizados conforme a tendência, ou podemos saltar do tempo e nos aventurar pelo século XVIII ou XIX, isso é sermos nós mesmos, não sermos escravos das ondas que nos movimentam, até porque não somos tão pequenos a ponto de não podermos nos movimentar , nos defender e fazermos valer nossas pequenas, perecíveis e efêmeras vontades. Mas às vezes tudo muda, sem que percebemos, acho que essa é a melhor forma de aprendizado, porque não dói, pelo simples fato de não ser preto no branco, um pequeno e doce tom de cinza, tão gentil quanto um céu londrino, que acaricia nossas insignificantes faces, de partículas de um sistema. Tudo é tão pequeno e por ser pequeno assim tão grande, em nós há vestígios da 2º Guerra Mundial, e outros tantos fatos, pelo fato de que sempre carregamos em nós um pedaço daquilo que nos gerou, e nós vamos nos formando de pedaços diferentes também, para quando dermos origem a outro ser, ele também tenha parte de nós e do nosso cotidiano, que na verdade, esse ser gerado nem vivenciou, porque somos como uma esponja, em determinado trecho de um rio, sendo esse rio a linha do tempo, o trecho, o momento e a esponja somos nós, que absorvemos tudo o que aquele "momento" tem para nós dar, e assim a história nunca será esquecida, porque há pequenos pontinhos coletores de dados, que perpetuam todos os momentos, pelo incrível caderno chamado memória. Assim é que foram também formados, os contos populares, de boca em boca, assim que faz eterno um momento, efêmero, dentro do grande tempo, que também é efêmero, se pararmos para pensar, somos pequenos demais, na linha do tempo, porque sempre há efêmiridades dentro de efêmiridades, o que torna tudo tão pequeno. E assim é formada a expêriencia do tempo.

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